28 de março de 2014

Salvador registra primeira morte por dengue hemorrágica

Salvador registrou o primeiro caso de morte por dengue hemorrágica neste ano, segundo informou ontem quinta-feira (27) a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A estudante de Direito Bruna Gomes de Oliveira Muniz, 24 anos, morava no bairro da Pituba. Ela deu entrada no Hospital do Subúrbio no último dia 24 de março após sentir os primeiros sintomas da doença.
Após o agravamento do estado de saúde da jovem, ela foi transferida para o Hospital Couto Maia, onde permaneceu internada até morrer na noite desta terça-feira (25).
Nos sites de redes sociais, amigos e familiares postaram mensagens emocionadas sobre a morte da jovem. "Nem toda dor que já sentir na vida não chegará nem perto do que estou sentindo agora. Mas sei que pode demorar, mas vai passar e também sei que como sempre eu e minha Bruninha ficaremos sempre juntos. Fica com Deus, maninha, e que ele te encaminhe para o caminho certo!", escreveu o irmão, Bruno, em sua página no Facebook.
Salvador está entre as cidades com maior número de casos de dengue na Bahia. Segundo a SMS, agentes de combates à dengue já realizaram ações preventivas e de bloqueio na região próxima ao local onde morava a vítima. Em nota, a SMS informou que foi realizado o tratamento de depósitos do Aedes Aegypti, e eliminação de focos encontrados. A atividade foi intensificada com a utilização do fumacê.
Risco de dengue

De acordo com o levantamento da Sesab, do total de municípios baianos, 199 (47,7%) notificaram a doença, com destaque para Salvador (729), Feira de Santana (296), Itabuna (192), Pintadas (131), Teixeira de Freitas (75), Jequié (66), Porto Seguro (52), Ituaçu (48), Mirante (44) e Barreiras (42), que concentram 66,9% dos casos do estado da Bahia.

A mais nova orientação do Ministério da Saúde para os casos de dengue ocorridos em 2014 prevê que esses deverão seguir a nova classificação de casos: dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave.
Em Salvador, houve um aumento de 63% de notificações de casos de dengue em relação ao ano passado. Entre os distritos sanitários com maior número de casos destacam-se Cabula/Beiru, Boca do Rio e Barra/Rio Vermelho.
Vacina

Além da vacina, o Brasil também desenvolve a cultura de uma bactéria chamada Wulbachia que destrói o vírus, impedindo a disseminação da  dengue. O estudo é feito pelo Instituto Oswaldo Cruz, Fundação Getulio Vargas, a Universidade Federal de Minas Gerais e Fio Cruz.


A opinião da Associação dos Agentes Comunitários e de Endemias de Salvador-BA (AACES) sobre este óbito: parabenizamos os agentes de combate à dengue de Salvador pelo seu trabalho preventivo, o qual evita diariamente que a população soteropolitana venha a adoecer e até mesmo morrer de dengue, como foi o caso da jovem  Bruna Gomes de Oliveira Muniz, 24 anos, moradora do bairro da Pituba. Infelizmente, só existe estatística de casos  e óbitos confirmados, mas não se tem um número de quantos casos foram evitados por força do trabalho dos agentes.

De fato, a corda só quebra do lado mais fraco. Esperamos, porém, que a culpa não recaia sobre os trabalhadores, senão  a Direção da AACES entra em campo como uma fera. Aproveitamos também o momento para reafirmar o compromisso desses profissionais, que estão sacrificando seu horário de almoço, realizando um trabalho ininterrupto e cumprindo a sua função das 7h30min às 13h30min; parabéns por serem responsáveis.

A Direção da AACES

3 comentários:

  1. voçês da aaces,que mim desculpem mas existem colegas da dengue,que estão saindo do campo de trabalho as 10:40hs.

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  2. Prefiro não comentar a postura de algns seria injusto com a maioria,em toda sociedade tem psssoas de má indole,que n cumpre seu papel,mas gostaria de comentar sobre responsabilizar oas ACES é preciso sim pensar que a responsabilidade não e so nossa realmente,quando fazemos o levantamento diagnostico nos bairros entre vários problemas , posso citar a distribuição irregular de agua,responsabilidade da EMBASA,sendo esse o maior motivo do armazenamento de agua e consequentemente um dos reservatório preferencial do Aedes que foge da nossa alçada com agente ,cabe realmente ao governo criar novas estratégias.

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